toma-se
Dá-se e toma-se no que tem dentro de si,
nele todo,
na leveza das mulheres abertas.
Senta-se na invenção do mundo
e o vazio transforma-se
acima
dos ruídos breves.
E vai,
arde,
grita, mergulha e abre-se
e eu respiro
Venoi
Dá-se e toma-se no que tem dentro de si,
nele todo,
na leveza das mulheres abertas.
Senta-se na invenção do mundo
e o vazio transforma-se
acima
dos ruídos breves.
E vai,
arde,
grita, mergulha e abre-se
e eu respiro
Venoi
O ponteiro
entre as duas pernas,
pousada
de esperma apressada a vir-se,
que outro ponteiro já pinga de si,
lixeira de frio.
Os lábios já ardem e quem os beija ?
Outro ponteiro
vai-e-vem,
mais depressa,
que esperam os dias à esquina.
Trespasse de olhos
cerrados em camas
de sujo e ai!,
um filho de quem seja.
"Faz ó-ó tão linda fronteira,
faz ó-ó.
Fui mãe porque sim!"
Venoi
Se eu pudesse soltar meus gritos
e percorrer teu corpo
devagarinho
procurando a força
onde te espanto,
então, por ti, a voz se faria tempo
e tanto.
Venoi
e se de todo o tempo a carne se houver
serão gritos de mulher
a parir o universo a escorrer.
Eis o mistério da carne,
a verdade mais profunda
da esperança
que o mistério eis
e num gesto de ser dia far-se-á imagem de si
Venoi
As palavras são diurnas.
Ritmos de tempo oculto em si dentro como palavras por cima. Rios virgens onde se amam as marés e tudo o que sei.
Pão violento.
Venoi